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EVANGELIZAÇÃO E AÇÃO SOCIAL : Uma Proposta de equilíbrio para a Igreja de Cristo cumprir sua Missão Integral PDF Imprimir E-mail
Analisar as Escrituras e a prática cristã buscando encontrar o equilíbrio entre Evangelização e Ação social. Ao se encontrar este ponto de equilíbrio, será proposta uma visão, missão, atuação integral, visando atender o ser humano em todas as suas necessidades.
O autor nota que falta, de maneira geral, um equilíbrio entre os dois fatores supracitados.
As propostas da pesquisa poderão ser aplicadas em qualquer igreja evangélica.
Foi dada prioridade a autores brasileiros, devido à praticidade e contextualização pretendida pela presente pesquisa visando conhecer o desenvolvimento da Evangelização e Ação social desde a Igreja primitiva.
A área da pesquisa é pastoral, voltada à Eclesiologia com implicações sociológicas.
Esta pesquisa é importante, com grande relevância social para a sociedade, por causa da crise geral do momento. Nunca houve tanta fome, desemprego, falências, etc.
Também é voltada à comunidade eclesiástica, porque as pesquisas nessa área de conhecimento são insuficientes, dada a importância do tema e muitas vezes sem chegar a uma proposta concreta.
Poderá ser usada cientificamente no diagnóstico eclesiástico no que tange à forma de atuar da Igreja.
Pretende-se que seja uma contribuição importante para os dias atuais com idéias práticas acerca do equilíbrio na Missão da Igreja.
Por outro lado, a apostasia tem enfraquecido a Evangelização local e mundial. Um estudo sério sobre este assunto, cooperará no sentido de estimular a Igreja no cumprimento da sua missão integral.
A CBB, tem entendido a importância da ação social. Tanto que instituiu o primeiro domingo de maio como O Dia de Ação Social. O fato da Convenção Batista Brasileira, celebrar Ação social no presente ano e preparar-se para Evangelismo no próximo, facilitam o interesse no assunto e este trabalho enriquecerá o material disponível.
Todos os que tiverem contato com a obra, refletirão profundamente sobre o assunto adotando posturas que conciliem Evangelização e Ação social.
Há um interesse pessoal por parte do autor na presente pesquisa. Pelo contato permanente com Projetos e igrejas locais atuantes, tanto em Evangelização como em Ação social e o fato de faltarem propostas concretas, têm levado o autor a escrever sobre o assunto.
Pela capelania exercida em reformatório de menores (Instituto Pe. Severino), o autor usará o presente trabalho para incentivar o apoio tanto a Projetos evangelísticos como Sociais.
Textos de orientação teórico-metodológica também foram usados para dar forma científica à pesquisa. Seguiu-se basicamente a apostila "Normas Técnicas para Trabalhos Acadêmicos" do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.
O ponto de partida, será o seguinte problema central: É possível Conciliar Evangelização e Ação social para atender plenamente a Missão da Igreja?
Como problema corolário, o autor buscará responder se a Evangelização sem Ação Social e/ou Ação Social sem Evangelização, atendem integralmente ao homem integral ?
A hipótese central é que quando se entende corretamente a Missão da Igreja, nota-se que há claramente Evangelização e Ação Social de forma equilibrada.
Os termos Evangelização e Ação Social ser entendidos à luz do contexto neotestamentário e aplicados ao "mundo" em que estamos de forma coerente, séria e contextualizada.


I - DEFININDO EVANGELIZAÇÃO E AÇÃO SOCIAL PARA IGREJA DE HOJE

O presente trabalho, preocupa-se com exageros e radicalizações na compreensão sobre evangelização, ação social e Missão integral da Igreja.
A conceituação correta destes termos é fundamental para se alcançar o ponto de equilíbrio, desejado pelo autor, afim de ajudar a Igreja a cumprir fielmente a sua Missão.
Inicia-se a obra definindo os termos, delimitando-os com o objetivo de se trabalhar claramente na elaboração de propostas. Não há preocupação com termos históricos ou profundamente teológicos e sim com os que são mais aceitos.
Neste capítulo, serão trabalhados separadamente as expressões evangelização e ação social, culminando com uma abordagem da missão integral da Igreja.


1.1 Evangelização

Antes mesmo de partir-se para a definição de Evangelização, é necessário entender a palavra que lhe dá origem a este termo - Evangelho. Não cabe aqui uma profunda análise deste termo que por si só, daria uma volumosa obra.
Evangelho é basicamente "boas novas ", Evangelização é portanto, a ação de transmitir este Evangelho e Evangelismo seria todo o sistema utilizado no processo evangelístico.
Não é usado o termo Evangelho no Novo Testamento com o sentido de livro e sim de significar a mensagem de Cristo.
Nos tempos apostólicos, usou-se o termo para designar os escritos dos apóstolos que mencionavam o testemunho de Jesus.
Posteriormente, o termo Evangelho passou a designar os quatro livros que falavam especificamente da vida e obra de Jesus Cristo.
Damy Ferreira apresenta análise sobre os termos - Evangelho, Evangelização e Evangelismo, distinguindo-os entre si.
O presente capítulo se ocupa prioritariamente da definição de Evangelização. Para isso, ao analisar o Novo Testamento, encontra-se o verbo "evangelizar", ocorrendo 52 vezes, incluindo 25 vezes em Lucas e 21 vezes nos escritos de Paulo.
Usa-se o termo Evangelização, sempre que a mensagem de Cristo está em ação. A ação de comunicar o Evangelho, é portanto, Evangelização. É o "kerigma".
Quando o Evangelho toma forma, corpo, vida própria, então acontece a Evangelização. É o anúncio do evangelho bíblico.
O importante neste processo deixa de ser o público, os métodos, os resultados, o objetivo continua a ser a conversão a Jesus Cristo. " Ao se anunciar o Evangelho, já está acontecendo Evangelização independente dos resultados."
Existem diversas maneiras pela qual se efetiva a Evangelização, mas basicamente, divide-se em Evangelização pessoal e de massa.
A Evangelização pessoal, como o termo já diz, é a de pessoa a pessoa, pessoas a pessoas, pessoas a pessoa ou pessoa a pessoas, quer dizer, um relacionamento pessoal em que o Evangelho é transmitido. Grupos pequenos realizam Evangelismo pessoal entre si, nos relacionamentos diários, como em casa, no estudo, no trabalho, no lazer, na vizinhança, na família, etc.
Jesus dá plenos exemplos de Evangelização pessoal nos livros dos quatro Evangelistas. Em sua atuação, demonstrava compaixão às pessoas, rompia preconceitos indo aonde estava o pecador, sabia iniciar um diálogo evangelístico, era incisivo na conversa e falava da urgência da salvação.
"Na Evangelização de Massa, usa-se os recursos disponíveis para alcançar o maior grupo, com o menor tempo."
Os famosos "Cultos ao ar livre"( que quando bem planejados são excelentes recursos evangelísticos ainda), Conferências Evangelísticas, grandes eventos, Evangelização através de rádios, TV, Internet, mensagens por telefones, envio de fax, distribuição de literatura em massa, etc.
Para compreensão melhor do que é evangelização e o que está sendo realizado nas igrejas, segue-se algumas propostas de execução, que geralmente são realizadas nas Igrejas cristãs cariocas :
A) Pesquisar a possibilidade de abertura de pontos de pregações ou de congregação em bairros próximos ou distantes do templo da igreja.
B) Recomendar à Igreja a abertura de novos trabalhos, apresentando os planos para sua manutenção (liderança, recursos financeiros, local e outros)
C) Promover cursos e treinamento na arte de evangelizar, oferecendo aos membros da igreja a oportunidade de trabalho prático nas atividades regulares ou especiais.
D) Levar os membros da igreja a se envolverem em pelo menos uma atividade Evangelística regular, de acordo com seus dons e talentos pessoais, como pregadores, instrumentistas, solistas, distribuidores de convites etc.
E) Providenciar e preparar a literatura Evangelística, mantendo um estoque mínimo de Bíblias, Novos Testamentos, folhetos, cartões de decisão e tendo-os à mão para seu uso permanente.
F) Carimbar e dobrar todos os folhetos cuidadosamente, evitando borrões e amassados.
G) Providenciar convites, faixas, cartazes e outros materiais necessários para a promoção de campanhas evangelísticas.
H) Coordenar as visitas aos decididos e às pessoas interessadas, mantendo o pastor informado do trabalho feito e solicitando a sua participação nos casos especiais.
I) Promover e coordenar cursos bíblicos nos lares, com finalidade Evangelística.
J) Providenciar, juntamente com a Comissão de Sonotécnica, o equipamento de amplificação de som para a realização de seus trabalhos externos.
K) Encaminhar à Comissão de finanças um orçamento de suas despesas e solicitar a inclusão no orçamento da Igreja de um verba compatível com o seu programa de ação e os recursos disponíveis.
L) Sugerir atividades evangelísticas por ocasião da elaboração do calendário de atividades da Igreja.
M) Utilizar os meios já existentes na Igreja para a execução de seu programa evangelístico, evitando a duplicação de esforços e o conflito das atividades.


1.2 Ação Social

Antes de definir Ação Social, é importante destacar que há outros termos que são constantemente confundidos, como sendo sinônimos. Assistência social e Serviço Social, por exemplo, tem definições próprias e não podem ser confundidos ao conceito essencial de Ação Social.
A ação beneficente deve ser analisada em três níveis : Assistência social, Serviço social e Ação social.
Pode-se explicar isto numa breve ilustração bem antiga, que não se sabe quem é o autor. Assistência social é dar um peixe a alguém, Serviço social é ensinar-lhe a pescar e Ação social é despoluir o rio para que nunca falte peixes para a pescaria.
No que tange a Assistência Social, temos a filantropia, a beneficência, objetivando atender as necessidades imediatas dos seres humanos.
Por exemplo dando um remédio, um almoço a quem precisa, atendendo emergencialmente.
A Igreja de Cristo tem feito isso na história. Temos o Exército da Salvação, que sempre usou a frase : "Salvação, sopa e sabão", mostrando sua ênfase no assistencialismo.
Ao avaliarmos a situação assistencial prestada pela Igreja hoje, notamos que no passado havia mais ênfase à essa tarefa.
Questões teológicas envolvendo o conceito de salvação, talvez, tenham feito pender para o extremismo de não se realizar boas obras, já que elas não são fundamentais para salvação.
É interessante a abordagem que Isaltino Gomes Coelho Filho, faz sobre isso. Ele apresenta um estudo contextualizado da Epístola de Tiago, mostrando que a Igreja de Cristo precisa apresentar as obras como uma prova de sua fé, como consequência do que se crê.
A sociedade pós-moderna em que vivemos, que enfatiza o egoísmo e o egocentrismo, fortalece a mentalidade presente de "cada um por si e Deus por todo". Como cristãos, somos chamados a mudar esta realidade.
Quanto ao Serviço Social, são os projetos que vão além do pão para cada dia. Iniciativas comunitárias, projetos assistenciais, cooperativas, entidades para-eclesiásticas que visam ao crescimento, restauração e recuperação do ser humano. Proporcionar profissão para uma pessoa, educação, condições de documentação, enfim, tudo que possa ajudá-la a se ajudar.
A Igreja, têm vários projetos de Serviço social que estão tendo boa repercussão na sociedade.
O Serviço social objetiva solucionar as mais graves necessidades humanas, dando-lhe condições de redirecionar sua trajetória pessoal.
Existem definições interessantes e práticas, como a do Pr. Veloso explicando o sucesso das iniciativas de Serviço Social, afirmando que :

- A Igreja nunca chega com a postura de dona da verdade, mas com a disposição de trocar conhecimentos e experiências;
- A Igreja se propõe a ser parceira da comunidade na caminhada que juntas pretendem trilhar;
- A comunidade participa ativamente de todo o processo na tomada das primeiras decisões, no planejamento, na execução, no acompanhamento dos resultados e na avaliação;
- O ponto de partida é a necessidade da comunidade, aferida através de pesquisa, e não uma bela idéia dos membros da Igreja.
Por fim, a Ação Social procura ir às causas da violência, desigualdades sociais, desrespeito aos direitos humanos, desemprego, concentração de terras, rendas, e tudo que colaborar com a miséria social e econômica.
Quando há remoção das causas das necessidades humanas, transformação das estruturas da sociedade e luta pela justiça, então ocorre Ação social.
Mais uma vez, há uma contribuição original por parte do Pr. Veloso sobre o que a Igreja pode fazer :
- Despertar o povo para o compromisso;
- Favorecer a criação de uma consciência política;
- Dar apoio às organizações já existentes;
- Ajudar a formar novas organizações populares;
- Contribuir para a educação política afim de que o cristão exerça com responsabilidade a sua cidadania política e assuma a direção de postos chaves na sociedade;
- Denunciar as violações dos direitos humanos, alertando contra novos mecanismos discriminatórios;
- Aprender a fazer análise da realidade;
- Conhecer as propostas e práticas dos candidatos;
- Adquirir consciência crítica frente a realidade política;
- Nutrir o espírito do poder servir;
- Desenvolver a metodologia da participação e o senso de independência;
- Desenvolver a coragem da denúncia profética;
- Fortalecer o amor aos simples.
Envolver-se em Assistência, Serviço ou Ação social é necessário como prova de haver conversão, piedade, amor, compaixão, empatia e adoração a Deus.
Manfred Grellert, chama isso de "verticalismo" desembocando em compromissos horizontais, ou seja, quando há compromisso verdadeiro com Deus gera-se um compromisso com o próximo.
Jesus ensinou claramente isso ao jovem rico e a toda humanidade, como um princípio imutável e inquestionável: "Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo."
(Mateus 22.37-39)
Para melhor compreender a estrutura de trabalho da Ação Social, segue-se algumas propostas de execução, que geralmente são realizadas nas Igrejas cristãs cariocas :
A) Planejamento, coordenação e execução de atividades de assistência social na igreja.
B) Levantamento estatístico das famílias necessitadas da Igreja.
C) Providenciar o suprimento material para as famílias relacionadas.
D) Estudo dos pedidos referentes a famílias não pertencentes à Igreja, atendendo-os sempre que possível.
E) Estímulo à participação dos membros da Igreja no programa de assistência social, através de donativos e serviços.
F) Preparação e manutenção atualizada de fichário de registro das pessoas atendidas pela Igreja, membros ou não.
G) Manter contato com serviços públicos de assistência social para eventuais encaminhamentos de pessoas necessitadas.
H) Recomendação à Igreja de pedidos orçamentários necessários para o desenvolvimento desse ministério.
I) Atendimento de necessidades de ordem material, como alimentos, roupas ou remédios, evitando ao máximo donativos em dinheiro.


1.3 Missão integral - Uma Perspectiva da Visão de Deus

Não pode existir , na evangelização feita hoje, a visão restrita que havia nos grandes evangelistas do passado. Nesse tempo, a Igreja precisa ser Comunidade Integradora e não somente proclamadora. Conforme Valdir Steuernagel, "A porta de trás não pode ser maior do que a de entrada."
Para uma ação evangelizadora integral, é necessário proclamação e integração na Evangelização e Restauração e Assistência na Ação social.
Segundo Grellert, há algumas formas pelas quais a Missão integral da Igreja se expressa.
A primeira é a Comunhão que o Espírito Santo produz. É missão prioritária ser um local de comunhão dos reconciliados com Deus. A Igreja deve estar consciente da responsabilidade de apresentar a redenção de Jesus Cristo por meio de pessoas que foram transformadas pelo Espírito Santo.
A segunda expressão é a Adoração. A Igreja se entrega ao próprio Deus através da adoração e é por Ele enviado ao mundo. Em geral, só as Igrejas que têm pleno envolvimento com a legítima adoração, conseguem genuinamente se envolverem com a Missão integral da Igreja.
A terceira expressão da Missão integral da Igreja, de acordo com Grellert é a Palavra de Deus. Quando há envolvimento com a Bíblia, consequentemente há fortalecimento no Espírito Santo, descoberta plena do sentido da missão e condições de superação aos desafios futuros.
Por último, o evangelismo é uma forma plena da manifestação da Missão integral da Igreja, objetivando-se produzir resposta de fé, arrependimento e discipulado. Em especial na América Latina, onde há uma contingência muito grande de pobres carentes da proclamação da ministração do poder de Deus.
Ser o povo da Bíblia é um grande legado que herdamos. Não se pode perder isso de vista. Afinal, só se pode entender plenamente na Palavra, o que é, como cumprir, quais os limites, funções e essências da Missão integral da Igreja.
Na Bíblia aprende-se exatamente a noção e o conceito do outro, a idéia correta de comunidade. Sobre isso, Valdir Steuernagel, exemplifica afirmando que uma Igreja grande parece ser uma agência com clientela, Igreja de atendimento e não como deve ser, uma Igreja de membros.
A Igreja, para cumprir sua Missão Integral, deve procurar as carências do mundo que a cerca para supri-las com uma Ação social eficiente, consistente e duradoura.
Em termos de Missão integral da Igreja, a prioridade é a Evangelização. Essa prioridade porém, não exclui outras facetas.
Alguns radicalizando essa visão, partiram para exclusivamente evangelizar, reduzindo a Missão integral da Igreja ao testemunho verbal.
Porém sem a Ação Social temos uma realização de missão, mas não integral (no capítulo três, esta questão é aprofundada), por não atender todas as necessidades do ser humano.
Missão integral é mais do que evangelismo e assistencialismo. É saber utilizar ambas para atingir tudo o que Jesus tinha em mente, quando fundou a Igreja.
Quando se pensa em Missão integral da Igreja, deve-se enxergar suas duas facetas, evangelização e ação social e vice-versa:
1. proclamar a mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo, mediante o arrependimento dos pecados, convocando os homens e mulheres a juntarem-se à Igreja, comunidade dos salvos;
2. Colaborar para que o mundo seja cada vez melhor, conforme a vontade do Criador, antecipando e expandindo o reino de Deus e seus valores.
Isso tudo, não é apenas um conceito. Missão é fidelidade ao mandamento bíblico que Jesus Cristo deu à sua Igreja em situações concretas. A Missão integral da Igreja implica a comunhão dos redimidos, a adoração, a edificação, a evangelização e o serviço enquanto ações concretas de amor ao próximo.
As motivações devem sempre ser avaliadas, pois podem ser erradas ou corretas. As motivações erradas são vazias, sentimentos de culpa; competição com outras Igrejas; empreguismo; ativismo impensado; modismo; disponibilidade de verbas; isca evangelizadora; manipulação política e ocupação de espaços ociosos.
E as motivações corretas, a imitação de Jesus Cristo, a realização da Missão integral da Igreja, identificação com os empobrecidos, o socorro cristão e misericordioso aos que sofrem.
Para cumprir fielmente a Missão integral da Igreja, é necessário resgatar valores e conceitos ofuscados pela ambição por conquistar espaço publicitário, emissoras, terrenos e outros.
Encontrar pessoas e não estruturas são ensinamentos bíblicos sobre a Missão integral da Igreja. Igreja de gente, essencialmente pessoas que fazem coisas e não o contrário.
Diante dessas avaliações, pode-se partir para uma proposta conciliadora entre Evangelismo e Ação Social, visando levar a Igreja ao cumprimento da sua Missão de maneira integral, com propostas práticas, consistentes e relevantes.
O próximo capítulo, tratará de como realizar a conciliação, suas dificuldades e vantagens.

II - CONCILIANDO EVANGELIZAÇÃO E AÇÃO SOCIAL NA IGREJA DE HOJE

A grande dificuldade na história da Igreja, tem sido ser equilibrada no desempenho de suas funções, principalmente evangelização e ação social.
Grandes pregadores e evangelistas da história (Moody, Spurgeon, Whitefield, por exemplo) tiveram seus trabalhos descontinuados, por falta de consciência do equilíbrio entre evangelização e ação social.
Ora se está num pólo, ora no outro. Se a ênfase é ação social, esquece-se evangelismo e vice-versa.
Quando houver plena conciliação, será observado que essas duas funções da Igreja de Cristo, são partes de um mesmo conjunto, voltadas às necessidades integrais do ser humano.
No pacto das Igrejas Batistas, há um termo de compromisso de contribuir para o auxílio aos pobres, tendo cuidado uns com outros e a propagar o Evangelho a todas as nações.
Evangelização mundial é voltado para fora (e talvez para dentro) e o outro, auxílio aos pobres, é voltado estritamente para dentro.
A ação social, tão necessária ao mundo de hoje, é menosprezada pelo capitalismo selvagem neste mundo de pós-moderno. Não deve haver desleixo por parte da Igreja tanto com a evangelização como com a ação social.
No presente capítulo, as dificuldades e vantagens para a Conciliação na Igreja da ação social e evangelismo, serão analisadas, objetivando propostas práticas de como conciliá-las na Igreja hoje.


2.1 Dificuldades para a Conciliação na Igreja

Não é uma tarefa simplória realizar a conciliação proposta entre evangelização e ação social.
A história cristã demonstra isso. Situações cômodas, onde se tem que mudar atitudes, profeticamente combater a injustiça, proclamar a verdade, é preciso ter disposição real de mudança.
A Teologia da Prosperidade de um lado visando exacerbadamente o material, a Teologia da Libertação o social, o neopentecostalismo o místico, sobrenatural. Em cada teologia, nota-se polarizações.
A Teologia da Prosperidade, por exemplo, apresenta alguns equívocos claros, que Caio Fábio analisa:
1) Fazer exceção tornar-se regra. Crentes podem ser ricos, mas de acordo com a Bíblia nem todos serão.
2) Transformar em uma das maiores bênçãos aquilo que a Bíblia ensina ser uma das principais fontes de maldição : as riquezas.
3) Substituir a ética do trabalho pela Confissão Positiva de Prosperidade e outros.

A Igreja protestante, parece temer parecer católica, e esquece da ação social como função da Igreja de Jesus Cristo. Procura enfatizar mais o aspecto da evangelização. Mas isso é negativo.
O Dr. Almir Gonçalves, afirma que a primeira grande atividade que desfigura a identidade original da Igreja de Jesus Cristo como agência de Fé, Amor e Esperança, por incrível que possa parecer, é o insucesso na realização que se exige ou que se espera da igreja hoje.
No mesmo livro, o autor expõe que na busca do anseio de atender o povo de hoje, faz-se três opções. Uma delas, opção pelo social, acontece quando a Igreja preocupa-se em atrair as camadas pobres da comunidade, adota mais programas de caráter social do que espiritual, prega um evangelho muito simples e facilitado e exagera na mensagem da prosperidade do crente, tudo isso sem apontar os aspectos do comprometimento moral e de restrições sociais que ele vai requerer, e sem se aprofundar muito no campo do ensino e estudo da Palavra de Deus, da Palavra de Deus, mantendo seus seguidores primariamente aderidos à comunidade.
A agência do Reino de Deus na terra, não pode ser vista como uma agência do governo. Isso tiraria a relevância da Missão da Igreja.
É importante ter cuidado para que a Igreja não vire apenas e unicamente, um ponto de distribuição de alimentos. O equilíbrio e bom senso são ideais nessa situação.
Almir afirma, que no Novo Testamento, não se encontra o uso da Ação Social para atrair pessoas.
Embora Ação Social precisa andar junto, de mãos dadas com a Evangelização, não deve ser usada como isca, atrativo.
Os movimentos de evangelização mundial sempre afirmaram que a Evangelização é prioridade na Missão Integral da Igreja.
Pode-se se concordar neste ponto, mas alguns confundiram prioridade com exclusividade. Isto reduz o Evangelho, deturpa, forma uma concepção incompleta. O Novo Testamento não apresenta esta visão de Evangelho desencarnado, sem uma presença corpórea.
Para que o problema tenha solução, é preciso em primeiro lugar reconhecê-lo. As barreiras para um processo conciliatório existem, mas pode e devem ser vencidas.
Nesse processo, Grellert, defende que o Corpo de Cristo no Brasil não deve sofre de "elefantíase evangelística" e de "anemia diacônica".
Alguns líderes evangélicos tem percebido a dificuldade e trabalhado para solucionar a questão. Um deles, Pr. Washington Rodrigues, reconhece a tentativa de conciliação entre evangelização e ação social e a falta de tato para lidar com as dificuldades surgidas :
As igrejas deverão retirar as barreiras históricas, desnecessárias hoje, colocando as possíveis soluções de antigos problemas. Com frequência, as igrejas identificam alguma necessidade e criam um programa. Uma vez postos em funcionamento, esses programas tendem a perpetuar-se. Mas os líderes, nem sempre, avaliam bem se esses programas estão atendendo à necessidade que os havia determinado, ou como as pessoas, possíveis beneficiários do programa, estão correspondendo a ele. Algumas igrejas enganam-se a si mesmas, quando crêem que, por terem um programa em funcionamento, realizam algum ministério. Na verdade, nada mais têm que um programa.


É tendência, para resolver-se uma questão problemática como ser equilibrado em evangelização e ação social, criar-se "programas", que acabam tornando-se fins em si mesmo.
Gera também ênfases exageradas que tendem a prejudicar o bom andamento eclesiástico.
Quanto a distorção que ocorre quando uma das partes da missão é superdimensionada, Darci Dusilek denomina "elefantíase da Igreja".
Como a Igreja é um corpo, não deve crescer mais em uma área em detrimento a outra.
Dusilek, continua afirmando que para haver qualidade e essencialidade, não se pode separa ou isolar qualquer um dos elementos da Missão Integral da Igreja.
Mas as dificuldades, embora reais, são colocadas em segundo plano, diante das excelentes vantagens surgidas do correto balanceamento da evangelização e ação social.


2.2 Vantagens da Conciliação para Igreja

Ao colocar-se em prática, um equilíbrio entre evangelização e ação social, vários resultados serão imediatamente percebidos. Percebidos no individual e no coletivo. Começando no pensamento, atitudes, ações, repercutindo no grupo e no geral, no Reino de Deus.
A contemporaneidade será resultado de um Evangelho balanceado com evangelização e ação social.
Trabalhar esses temas em conjunto, permite refletir que o debate da Igreja hoje, não pode mais ser questões já discutidas por teólogos a anos.
Questões de angeologia, detalhes sobre o céu e outras teologias embaçadas são secundárias, senão terciárias.
A questão hoje, do aqui e agora é a violência, a arbitrariedade, exploração do trabalho e outras questões que estão nas manchetes dos jornais. Isso sim, deve permear os sermões, estudos, palestras, isso é contemporaneidade, grande vantagem de se vivenciar um Evangelho balanceado.
H. C. Lacerda, em 1948, já alertava para a necessidade de se pregar um Evangelho comprometido com questões sociais e vivenciais, não apenas teórico :
Já não há mais lugar para um cristianismo apenas devocional, o qual deu nome a uma civilização que incensa o amor, a justiça e a liberdade, mas conserva dois terços das criaturas de Deus na terra apodrecendo em condições sub humanas de vida. O cristianismo para a atualidade há de manifestar-se através de uma nova forma, como um levedo nas questões humanas e sal da terra verdadeiramente; um poder consciente, efetivo e responsável, na vanguarda social, em contato direto com a causa do homem no mundo, na batalha dos valores fundamentais da vida!

Se em 1948, já havia carência, quanto mais hoje. As necessidades do homem moderno são muito maiores, como será analisado no próximo capítulo.
Portanto, ser relevante para a comunidade na qual se está inserido é uma vantagem de ser equilibrado na conciliação entre evangelização e ação social.
George Barna, um autor de sucesso, que escreve sobre "marketing" e práticas eclesiásticas, defende que as pessoas devem ser a prioridade para a Igreja.
Voltar-se para as pessoas deve ser prioritário para a Igreja de Hoje. A ênfase deve ser sempre pessoas e não programas. Se o ministério se basear em programas não atenderá as necessidades das pessoas.

Quando a mesma prática um Evangelho equilibrado e bem dosado com ação social, trabalhará consequentemente com pessoas e realizará sua missão com bastante propriedade.
O reconhecimento da comunidade virá à Igreja que não só prega o Evangelho, mas o pratica através de uma plano de ação social consistente. Isso é uma grande vantagem advinda da correta realização da missão multifacetada da Igreja.
Reconhecer vantagens e que não há antagonismo na conciliação, trarão à igreja local, uma mensagem atual e que seja ouvida.
Não há contradição entre testemunho e serviço. Ambos tem o mesmo fim : o de glorificar a Deus.
Realizando-se uma leitura do exposto, fica claro que as vantagens compensam as dificuldades e mais ainda estimulam a que se busque equilíbrio, afim de não se tornar uma igreja doente, sem vida, apática com as questões e dificuldades do homem moderno. Como então realizar na prática a conciliação entre evangelização e ação social ?

2.3 Realizando a Conciliação na Igreja

Foram apresentadas as dificuldades e as vantagens da conciliação entre evangelização e ação social. Propositadamente, só agora, será analisado como efetivamente realizar, ou tentar realizar, na prática o proposto no início deste capítulo.
A princípio, é interessante analisar o que foi dito no Congresso Internacional de Evangelização Mundial, Lausanne, Seção 9.
Nós que vivemos em condições de abastança, aceitamos como obrigação a observância de um viver simples, a fim de contribuirmos mais generosamente tanto para a assistência social como para o evangelismo.


Das colocações acima, do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, surge uma pergunta : Será que realmente há interesse me se abrir mão de certo privilégios a favor dos menos favorecidos ?
Será uma tarefa praticamente impossível, haver conciliação entre evangelização e ação social, senão houver real interesse pelo próximo. A melhor oportunidade de mostrar-se amor para com o próximo está na palavra renúncia. Fica impossível pregar-se o Evangelho dissociado da ação social. Então, a conciliação é obrigatória, essencial, indispensável.
Paul Freston cita Oscar Romero, arcebispo de San Salvador, que foi assassinado. Romero, expôs muito interessante a colocação :
Não basta uma pobreza espiritual, uma espécie de desejo mas sem eficácia [...] Enquanto os ricos não encararem esses desejos em realizações pelos pobres, como se tratasse de Cristo, continuarão sendo chamados de ricos, os que Deus despreza.

O que se conclui é que havendo real amor e desejo de salvação do próximo (salvação que será vista no próximo capítulo como algo integral, corpo, alma e espírito), haverá automaticamente uma junção da evangelização e ação social.
Não é algo que tem que ser produzido, analisado, estudado para que aconteça. A conciliação é resultado do real interesse em ajudar, abençoar, ser companheiro, ser cristão no sentido pleno da palavra.
Ronald J. Sider, afirma que Deus se identifica com os pobres. A identificação de Jesus com os pobres e miseráveis foi, segundo ele, um sinal de que realmente era o Messias.
Numa leitura de Mateus 25.40, demostra que num mundo em que milhões de semelhantes morrem de fome a cada ano, enquanto cristãos abastados, indiferentes, ficam a desfrutar suas riquezas é preciso mudar esta realidade e se comprometer realmente.
O que será que falta ? Porque alguns "abastados", sustentam obras missionárias, mas nem tanto obras sociais ou vice-versa. Há que haver equilíbrio e para isso, é necessário se ensinar a conciliação de evangelização e ação social.
A empatia para com o sofrimento do próximo, ocorrerá sempre que um coração sincero se abre à vontade de Deus. Conciliar evangelização sim, para não dar apenas a Palavra e conciliar ação social sim, para não dar só o pão. Pode-se usar o termo : " Pão e Palavra".
Só o amor dado por Deus, levará a Igreja a ser efetiva na conciliação entre evangelização e ação social, visando cumprir sua missão. Como diz o Apóstolo Paulo, inspirado por Deus :
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor." ICo 13.
Portanto, o amor demonstrado, prova que sempre houve uma relação íntima entre evangelização e responsabilidade social.
Os cristãos, devem estar sempre engajados nas duas atividades, sem sentir necessidade de definir porque agem dessa maneira, afinal estão agindo motivados pelo grande amor de Deus.
A busca da conciliação é dinâmica, nunca estática, procurando adequar-se às mudanças sociais, educacionais, políticas e porque não, espirituais.
No presente o que importou foi tratar das raízes motivadoras da conciliação. Serão apresentados práticas conciliatórias de evangelização e ação social no próximo capítulo.
Chega-se a conclusão que a maior motivação deve ser sempre o amor que vem de Deus. Só ele é capaz de motivar o ser humano a se preciso for, dar a vida pelo seu próximo.

III - A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA DE HOJE


Após o primeiro e o segundo capítulo, pode-se agora trabalhar a questão da Missão integral da Igreja.
Buscou-se definir evangelização e ação social para se trabalhar finalmente no presente capítulo, com a integralidade da Missão da Igreja em vista e bem definidos os termos.
Houve também preocupação com o processo conciliatória entre evangelização e ação social. As dificuldades, vantagens e a prática conciliatória foram verificadas.
As definições de Missão Integral, também foram trabalhadas no primeiro capítulo, sob uma perspectiva bíblica e teológica.
Neste, será enfocada uma perspectiva bíblica e teológica sob uma ótica prática, buscando realmente vivenciar a evangelização e ação social conciliada, balanceada, unida.
A integralidade do homem e suas necessidades, norteará o estudo, buscando-se também ter uma Igreja integral. Essa Igreja, busca alcançar todas as necessidades do homem total visando ser relevante para seu contexto.
Exemplos práticos de projetos e instituições, ações e atitudes balanceados na evangelização e ação social, serão analisados, bem como os grupos de necessitados.
O pensamento de Grellert, retrata muito bem a meta do presente capítulo :

A Igreja deve ser canal para que o reino triunfe sobre o anti-reino, a justiça sobre a injustiça, a reconciliação sobre a guerra, a honestidade sobre a desonestidade. Sempre que isto acontece na história, o Senhor Reina.


Palavras, sinais e ações são as maneiras da igreja expressar sua missão, sendo relevante hoje. Observando-se Lc. 4.14-21, entende-se um pouco do que é ser integral na Missão :
Então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado. Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.


Portanto, o presente capítulo, trabalhará a questão da necessidade do homem, da Igreja que atende esse homem, em sua total necessidade e necessidade total e os projetos concretos de evangelização e ação social.

3.1 O Homem Integral e Suas Necessidades


As necessidades da humanidade mudam no decorrer da história. À medida que a ciência foi evoluindo, o homem foi tomando consciência de novas necessidades.
O desenvolvimento da psicologia, da medicina e da própria teologia, proporcionaram uma visão tricotomista, quando pouco dicotomista, do homem e suas carências.
Hoje, não basta uma mensagem espiritual, que fale do céu, do porvir. Um membro de igreja, não está preocupado com quantas penas tem as asas do anjo e sim porque ele está desempregado tendo que sustentar a família.
O segundo mandamento da Bíblia deve ser observado. Afinal, a realidade das carências humanas, não se limita às fronteiras demográficas e sociais e nem exclui qualquer ser humano. Serve como um aferidor das ações dos servos de Deus.
É também oportunidade para que o servo de Deus seja canal de passagem e atuação do amor de Deus para atingir o próximo e ajudá-lo.
A relevância da igreja será vista se ela tiver um programa para ser percebido nesse contexto. Seu discurso precisa de peso e poder de convencimento.
Os evangélicos, de modo geral, se apropriaram da verdade bíblica da salvação pela fé com toda convicção que ela merece, contudo, frequentemente a utilizam erradamente como argumento para alienação de qualquer tipo de prática efetiva.
Em Tg 2.14-16, há uma exortação bem clara a respeito da pregação sem ação e sem atender uma alma que tem corpo:
Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?


As obras são manifestação da fé viva, fé esta possível por aquele que já experimentou a graça. Hoje deve-se ler Paulo pregando sobre a fé suficiente para a salvação, mas também ler Tiago afirmando que a fé sem obras é morta.
A igreja urbana, especialmente no Rio de Janeiro, está inserida num contexto extremamente complexo e diversificado.
Favelas, população de rua, milionários, moradores de condomínios de luxo, artistas, desempregados.
Carências diferentes, mensagem diferente, mas com a mesma essência, Jesus Cristo é o Salvador e único Senhor.
Ricos e pobres possuem as mesmas necessidades físicas, espirituais e emocionais. Por isso, deve-se pregar ao espírito, mas também ao doentes psicossomáticos, traumatizados pelo passado, psicóticos, neuróticos. Portanto necessidades que não podem ser preenchidas somente com cultos, "louvorzões" e outras atividades "espirituais".
Pr. Washington Rodrigues, diz em seu sermão que não se pode confundir cumprir a missão integral com cultos cheios.
A falta de visão ou visão deficiente, é um problema em todas as igrejas, principalmente nas batistas. Essa visão, cria uma dicotomia negativa.
Existem coisas espirituais e materiais. Logo, ignora-se tudo o que o homem precisa neste mundo.

Caio Fábio, apresenta a fome como o primeiro dos desafios de nossa realidade. O interessante é observar que os demais desafios são sérios, urgentes e importantíssimos, mas a fome, prioritariamente está primeiro lugar.
Diz o Pastor, que de barriga vazia não se pensa, não se entende nada, logo não é possível crer, então evangelizar seria inútil.
Dietrich Bonhoeffer, também apresenta uma abordagem sobre o homem e suas necessidades, mostrando a postura errônea por parte da Igreja de sua época, que também serve para hoje, em não atender as necessidades urgentes do homem e como atender essa necessidade pode levá-lo a Jesus Cristo.
[...] é uma missão de enorme responsabilidade para todos quantos sabem da vinda de Cristo. O faminto precisa de pão, o desabrigado de moradia, o injustiçado de direito, o isolado de comunhão, o indisciplinado de ordem, o escravo de liberdade. Deixar o faminto com fome, alegando que na miséria o irmão estaria mais perto de Deus, seria blasfemar a Deus e ao próximo. Por causa do amor de Cristo, que tanto vale para o faminto como para mim, repartimos o pão com ele, compartilhamos o teto. Se o faminto não chegar à fé, a culpa recai sobre aqueles que lhe negaram o pão. Providenciar pão para o faminto é preparação para a vinda da graça.


Emprego, casa, transporte, comunicação, alegria, saúde, são necessidades que não podem ser ignoradas pela igreja na sua pregação que envolva evangelização e ação social.
Diante da falta de Ética política, mortalidade infantil, saúde, educação, falcatruas políticas, devastação ecológica e outros, Caio Fábio sugere que estes temas virem teologia, até mesmo sistematizada.
A chacina da candelária (oito crianças foram chacinadas), no Rio de Janeiro, mostra a clara realidade de que já na infância, o homem moderno não tem suas necessidades atendidas.
O Dr. Ebenézer apresenta alguns clamores da criança desamparada. Há o clamor por pão, por teto e agasalho, justiça, proteção e segurança social, direito a saúde, higiene básica, direito de frequentar escola, vestuário, lazer e respeito e finalmente por amor.
A injustiça que se pratica contra as crianças é muito grande. Crianças são encontradas no lixo, em caixas, e deixadas na rua e em vários lugares. Crianças são roubadas para servirem ao comércio de drogas, se acostumando cedo a cheirar cola de sapateiro, acabando viciadas. Ebenézer, afirma que as igrejas, na sua maioria, estão com os ouvidos tapados. Os governos não tem atendido o clamor da criança, enfim a sociedade tem cometido justiças imensas contra as crianças desamparadas.
Somente sendo Igreja no seu sentido mais completo, bíblico, nos moldes de Jesus Cristo, será viabilizado algo que trabalhe essa realidade sempre com evangelização e ação social.
Diante do exposto, a Igreja há que ser total, pois o homem é total.


3.2 Igreja Total para o Homem Total


O Evangelho de Jesus Cristo é um Evangelho Integral. Integral, porque afeta a pessoa na sua totalidade e afeta também a totalidade da pessoa.
Mas e quanto a Igreja ? Só atenderá ao homem total, na medida em que também for total.
O Evangelho integral quer atingir todas as pessoas, mas atingir de maneira completa, na plenitude de suas dimensões.
No Novo Testamento, não se encontra o uso da Ação Social para atrair pessoas. Embora ação social deva andar junto, de mãos dadas com a Evangelização, não deve ser usada como isca, atrativo. Sua necessidade é prioritária e não acessória.
A Igreja, tem tido diferentes percepções da sua Missão no decorrer da historia. Várias facetas desta missão tem sido enfatizadas na historia. A evangelização, a educação cristã, o louvor e ultimamente o serviço, a diaconia. Mas qual de todos é o melhor e mais relevante e mais importante ???
Dusilek lembra, que o conceito de Missão integral foi desenvolvido e divulgado a partir do Movimento de Lausanne afirmando que a Missão da Igreja é uma coisa só, indivisível, única. As diferenças são quanto ao seu aspecto, quanto a maneira de olhar.
Como a missão da igreja é uma missão integral, ela não pode prescindir da questão dos pobres. Há que se envolver nas luta por uma melhor distribuição de renda.
E necessário, tomar para si a responsabilidade social, enfim uma Ação efetiva para que o constante abismo mundial entre ricos e pobres seja diminuído.
Neste ponto que a evangelização (não simplesmente pregar o Evangelho, mas vivê-lo em sua completa essência), faz-se necessário para promover a Ação social consistente.
O texto de Gn 4.9 (Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão?) , leva a reflexão sobre a responsabilidade para com o próximo.
Não se pode apresentar a desculpa de Caim. Principalmente a Igreja de Jesus Cristo que é sua representante na terra. Ele deixou exemplos claríssimos de uma atuação consistente, presente, objetivando ajudar os desfavorecidos.
A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, está permeada de alertas para o cuidado com o pobre, a justiça social, de ajudar o necessitado, de proteger o trabalho e as relações do trabalho, de que sejam reconhecidos os direitos dos que são desfavorecidos.
Principalmente nos profetas veterotestamentários, é claro o chamado para a justiça social.
Uma igreja comprometida com os valores do Reino deverá se fazer, mais do que nunca, presente no estabelecimento de políticas publicas internacionais e nacionais que tenham relação com a distribuição da renda mundial. Assim, ela poderá ser uma Igreja Total.
Igreja total é uma Igreja apta a atender o homem total sem deixá-lo carente de nada. Todas as suas necessidades serão supridas, claro que necessidades que cabem a Igreja suprir.
Diz Dusilek que sua voz e o peso de sua influencia devem juntar-se outras forças e organismos que lutem pela justiça na terra.
Ser Igreja total é ser relevante, é ser cuidadosa com o homem mais do que com organizações, é usar coerentemente o evangelização e ação social visando suprir as carências humanas.
A. V. Washburn, na obra "Em busca dos perdidos", retrata a realidade do homem total em busca de soluções para sua vida :
A decepção das pessoas com vários sistemas políticos, religiosos, esotéricos, humanistas e existencialistas, têm as levado a procurar respostas. A igreja não pode estar passiva, esperando estas pessoas. Na realidade há pseudo-igrejas que podem criar certas dificuldades, principalmente quanto a pureza teológico-doutrinário. Não há ensinos no Novo Testamento, que deve-se ensinar aos que chegam unicamente a igreja e sim um incentivo para que leve-se aos de fora os ensinos da Vontade de Deus. Existem várias maneiras de se chegar ao povo fora da igreja.

Igreja total então, é aquela tricotômica, pelo menos dicotômica, que veja o homem todo e todo o homem também, sem fazer acepção. Que no seu processo de evangelização e ação social consiga ser relevante e presente nas necessidades e carências do homem moderno.
Para isso, este trabalho espera contribuir, apresentando algumas sugestões de projetos práticos de instituições e organizações eclesiásticas e para-eclesiásticas, retratando também as necessidades mais latentes de nossa sociedade.


3.3 Propostas de Projetos Evangelísticos-Sociais


Como já foram abordadas as definições e as bases da evangelização e ação social, suas dificuldades e vantagens no equilíbrio de sua aplicabilidade, o destinatário (o ser humano) e sua integralidade e da necessidade de também ser integral o agente, no caso a Igreja, neste ponto final, a ênfase será na prática.
A evangelização e ação social, serão abordadas, sugeridas e investigadas, objetivando deixar com o leitor, propostas mensuráveis e viáveis de equilíbrio entre duas funções da Igreja de Jesus Cristo ao cumprir a sua missão integral.
Quanto a este assunto, a Igreja de "Utopólis", proposta por Grellert (é realmente utópica), serve de modelo para que busque-se o aprimoramento e crescimento constante.
Nela havia clamor por justiça, mas se efetuava justiça. É exposta uma situação em que se entra em uma sala diaconal e os irmãos possuíam uma lista com desempregados para suprir suas necessidades, o culto era bastante espiritual, havia compartilhamento, comunhão, adoração, mas não faltava o pão.
Neste ano, os Batistas da Convenção Batista Brasileira (CBB), vivenciaram seu ano de ação social.
Pouco se fez e até mesmo se falou (pelo menos às vezes se fala).
Neste pouco, registra-se o Congresso de Ação Social com excelentes propostas alternativas, principalmente na área de alimentação utilizando a soja.
A assistente social Cenira Pinel pôde incentivar a alimentação pela soja e deixou a sugestão para que a Igreja tome a frente num grande projeto de alimentação alternativa.
Foi lançado um livro e fita de vídeo - "Soja fácil de fazer, gostosa de comer".
Os projetos sociais e evangelísticos devem priorizar os NECESSITADOS.
Há alguns grupos que merecem destaque :
IDOSOS - Por valorizar apenas o produtivo, os "velhos" são considerados um transtorno. Às vezes são tratados como se fossem um peso insuportável para a família. A sensação de inutilidade provoca até enfermidades, levando-os a morrerem antes do tempo.
A Igreja diante disso, deve enxergar uma grande possibilidade de se desenvolver nos ministério de "terceira idade". O evangelismo com o idoso, deve enfocar suas necessidades psicológicas, sociais e físicas.
ENCARCERADOS - É desumana a superlotação das prisões brasileiras. Com isso, há fugas, pactos de morte, rebeliões, destruição do patrimônio público e constantes ameaças aos funcionários, fazendo-os de reféns.
A Igreja, poderia contribuir muito com advogados membros e outros que se disponham a ajudar visando; assistência médica, sistema penal adequado a recuperação, principalmente quando se tratar de menores, lutar por agilidade nas decisões judiciais e pela igualdade da justiça para todos.
PROSTITUÍDOS - Hoje é normal encontrar em classificados, tanto homens como mulheres oferecendo serviços sexuais com normalidade. Essa atividade, os expõem a doenças e todo tipo de abuso. Como causa, podem ser citados : pobreza, violência familiar, falta de orientação familiar, desemprego, experiências sexuais traumáticas e outros. Sempre haverá prostituição, porque há uma grande demanda.
A sociedade cultua o erótico, o machismo, falta de educação sexual e a Igreja deve se levantar contra isso e se colocar à disposição dos que desejarem sair dessa atividade.
ENFERMOS - Como se não bastasse o sofrimento da doença em si, o enfermo sofre com o abandono, sentimento de inutilidade, medo e principalmente com a falência do sistema público de saúde no Brasil. Há hospitais filantrópicos, evangélicos, mas são poucos para cooperar efetivamente. Pode-se evangelizar através de boas obras no sentido de socorrer ambulatorialmente necessitados que estejam enfermos e trabalhar educativa e profilaticamente.
DEFICIENTES - Todas as dificuldades para os deficientes, advém principalmente do preconceito. A oportunidade de amá-los gratuitamente, é uma chance da Igreja mostrar o amor de Jesus. Evangelizar através do amor é uma proposta para alcançar deficientes. Não esquecendo de ter propostas práticas para facilitar a vida dos deficientes ao alcance da igreja local.
ALCOÓLATRAS E DROGADOS - O Estado do Rio de Janeiro, tem reconhecido oficialmente o trabalho dos evangélicos na recuperação de drogados e alcoólatras em diversas instituições. Elas estão no caminho certo. Conciliador entre a pregação e a prática.
A questão é que há poucas instituições e muitos necessitados. Deve-se expandir esses projetos e consolidá-los como solução às drogas, já denominadas " Mal do século ".
Outras propostas práticas como recolocação no mercado de trabalho, auxílio com alimentos a desempregados, cursos de idiomas e informática e outros que seriam utilizados para concretizar o que o Apóstolo Pedro ensina em IPe 1.9 : "...alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas."
Tendo em vista, que geralmente quem está na classe média e média alta vive muito bem, é interessante pensar em soluções criativas para uma melhor distribuição de renda, principalmente para a expansão do Reino de Deus aqui na terra.
Ronald Sider, apresenta o dízimo escalonado (contribuição que não é baseada nos 10 %, e sim no princípio da proporcionalidade do que se ganha).
Principalmente no Brasil, que é campeão mundial na má distribuição de renda, propostas como esta, levam a reflexão sobre uma prática mais concreta de evangelização e ação social por parte da Igreja.
Objetivando atenuar as desigualdades sociais e realizar assim um pouco da Ação Social, apresenta algumas sugestões praticas também :
1. redução do orçamento familiar
2. auto questionamento do modo de vida e nunca do próximo,
3. Redução do consumo de energia,
4. cuidado com o consumismo,
5. Redução de supérfluos
6. ter um ou dois filhos próprios e depois adotar,
7. eliminar despesas que só servem para manter o status,
8. não acompanhar a moda,
9. aproveitar o que for de graça, promoção, etc...
10. Dar aos filhos mais amor e dedicação em vez de coisas.

É algo bem diferente, que se não adotado pelo menos leva a reflexão sobre a realidade de muitas igrejas.
É Missão da Igreja, frente a um inimigo tão poderoso, sair de suas quatro paredes e caminhar em meio a multidão carente, desesperada como ovelhas sem pastor , caminhando para a morte, e interferir nesta trajetória.
Quando o mundo político e cientifico tem poucas esperanças em relação ao futuro, cabe a igreja levantar sua voz, viver o amor de Deus e oferecer a salvação física e espiritual.
Pode-se então resumir a missão da igreja em quatro pontos : AMAR, INFORMAR, EVANGELIZAR E CONSOLAR.
É dever do líder da igreja, alertar seus liderados também para a triste realidade da AIDS.
Deve também haver preparo para Evangelizar pessoas dos grupos de riscos (prostitutas, travestis, homossexuais, drogados e outros tantos vitimados do mau uso do sexo) e também cumprir outra faceta da missão da igreja - Consolar.
É neste ponto que a Missão da Igreja tem que cuidar do Homem todo. Não adianta somente apresentar o Evangelho a uma alma que possui o corpo doente. Deve-se buscar também a cura física para o necessitado. Afinal, é o que ele mais deseja.
O que compete a igreja fazer ? É o questionamento de Eleny que responde a necessidade premente de AMAR. Isto é claro nos ensinos de Jesus, afinal Ele nos amou primeiro.
O papel de alguém que trabalha com aidético é dar apoio em suas necessidades, ouvi-lo, encorajá-lo a expressar suas emoções, ajudá-lo a encontrar o sentido plena em Jesus.
Sugestões práticas de como a igreja pode trabalhar com pacientes aidéticos com equilíbrio entre Evangelização e Ação social :
1. Não pedir informações para satisfazer a sua curiosidade desrespeitando-o.
2. Não deixar vazar confidências pessoais.
3. Cuidar para que os gestos de carinho não tenham para o paciente, uma conotação sensual.
4. Deve-se evitar chavões, que eles já estão acostumados.
5. Evitar respostas superficiais.
6. Não usar as mensagens de maneira monótona e mecânica.
7. Não se deve prometer a cura sob hipótese nenhuma.
8. Tratar a questão da culpa.
A visitação hospitalar deve observar alguns cuidados. Ser rápida, não impor a visita, apenas oferecer, respeitar os outros pacientes da enfermaria, dar ênfase ao amor e cuidado de Deus, falar sobre o Espírito Santo.
As instituições eclesiásticas, são o que é chamado em Administração pública, administração descentralizada. Ou seja, são criadas para fazer algo que o criador não tem tempo e recursos para fazer. Quando este trabalho, propõe a Igreja fazer, não significa necessariamente instituição local, burocrática e sim o crente enquanto participante do Reino de Deus.
Logo, todo trabalho sério, realizado por instituições e organismos sérios, são bem aceitos no processo do evangelização e ação social cumpridor da missão integral proposto por Jesus Cristo.
Exemplo de algumas entidades Evangélicas que realizam trabalho social :
• Ação comunitária Batista
• Amparo ao Menor Carente
• Associação beneficente Evangélica da Floresta imperial
• Associação Evangélica beneficente Luterana
• Associação beneficente Luterana de Pelotas
• Associação beneficente de São Paulo
• Centro Educacional para deficientes auditivos
• Centro integrados de Missões
• Diaconia
• Federação de órgãos de assistência social e educacional
• Fundo cristão para crianças
• Instituição Bethesda
• Instituto Paulista de promoção humana
• Reencontro
• Obras sociais fé e alegria
• Rebusca- Ação social Vicocense
• ABU (secretaria de diaconia)
• Visão mundial
Algumas merecem destaque pelo muito que realizam de maneira integral, visando o crescimento do Reino de Deus :
VISÃO MUNDIAL - A Visão Mundial é uma instituição humanitária cristã, presente em mais de 100 países, que atua no Brasil há 22 anos através de projetos sociais desenvolvidos junto a comunidades pobres, nos quais a criança é o foco principal.
Neste tempo, a Visão Mundial já beneficiou diretamente mais de 60 mil crianças e, indiretamente, mais de 3,5 milhões de brasileiros com seu trabalho.
Através do sistema de apadrinhamento (R$ 25,00), no qual qualquer pessoa pode patrocinar o desenvolvimento de uma criança empobrecida, a Visão mundial levanta recursos que são aplicados na comunidade onde a criança está inserida.
Mantém escolas, médicos, ensina ofícios e dá todo o suporte necessário para o desenvolvimento humano integral beneficiando, diretamente, não só as crianças apadrinhadas, mas toda a comunidade.
PROJETO AMOR - Idealizado pelo Pr. Veloso ainda na sua juventude, funciona desde 1978 recuperando drogados. Segundo o Pr. Veloso, 60 % dos 5.000 jovens que por lá estiveram, foram recuperados.
Também foi implantado ambulatório médico e dentário, além de ambulâncias para remoções gratuitas, na região sul paraibana. Há duas escolas de informática com cerca de mil alunos que melhoram suas perspectivas quanto ao futuro em aulas grátis de informática.
AVIÃO HOSPITAL DA OPERAÇÃO BÊNÇÃO - A OPERAÇÃO BÊNÇÃO no Brasil, realizou em 10 dias de trabalho, um atendimento a 12 mil pessoas. Com 128 profissionais envolvidos, 5 milhões de dólares investidos e 70 toneladas de remédios e equipamentos, realizou 800 cirurgias.
Pertence à entidade americana dirigida pelo Pastor Pat Robertson - pregador mundialmente conhecido graças ao programa de TV Clube 700 - e ficou estacionada num hangar do Aeroporto de Recife entre os dias 24 de maio e 6 de junho.
A OPERAÇÃO BÊNÇÃO é uma entidade sem fins lucrativos que proporciona ajuda humanitária (alimentos, remédios, roupas e assistência financeira) para socorrer pessoas carentes e vítimas de desastres no mundo inteiro, movimentando quase US$ 500 milhões em donativos e fundos complementares de outras organizações. Atendem mais de 130 milhões de pessoas em 71 países.
VINDE - A VINDE atua em atividades de cunho social e assistencial, como o projeto Atitude e Solidariedade, que levava alimentos e roupas para a população de rua, e a campanha pelo desarmamento no Rio. Como fruto dessa visão, patrocinou a Casa da Paz, Centro Comunitário instalado no local onde vivia uma família de evangélicos assassinada na Chacina de Vigário Geral, em 1993.
O maior projeto social-evangélico já executado no Brasil, é realizado pela VINDE. A Fábrica de Esperança, inaugurada em dezembro de 1994, que se tornou um marco de Ação Social Cristã, tem apresentado frutos consistentes. A parceria entre a sociedade e a iniciativa privada, tem sido bem sucedida.
Atua com mais de 50 projetos simultaneamente. Creches, oficinas profissionalizantes, consultórios médicos e cursos.
Estes projetos são apenas alguns exemplos de instituições que conseguiram enxergar a necessidade da Missão Integral da Igreja.
E que a evangelização e a ação social, equilibradamente, conciliadas, sejam realidades constantes, para o cumprimento fiel da Missão dada por Jesus Cristo à sua Igreja.




CONCLUSÃO


No primeiro capítulo trabalhou-se separadamente as expressões evangelização e ação social, culminando com uma abordagem da missão integral da Igreja.
Concluiu-se que Evangelização é portanto, a ação de transmitir Evangelho, que é basicamente "boas novas" e Evangelismo é todo o sistema utilizado no processo evangelístico.
Definiu-se Ação Social como mais profunda que Assistência social e Serviço social, procurando ir às causas da violência, desigualdades sociais, desrespeito aos direitos humanos, desemprego, concentração de terras, rendas, e tudo que colaborar com a miséria social e econômica.
Confirmou-se que Missão integral é mais do que evangelismo e assistencialismo. É saber utilizar ambas para atingir tudo o que Jesus tinha em mente, quando fundou a Igreja.
A Missão integral da Igreja implica a comunhão dos redimidos, a adoração, a edificação, a evangelização e o serviço enquanto ações concretas de amor ao próximo.
No segundo capítulo, tratou-se de como realizar a conciliação entre evangelização e ação social, suas dificuldades e vantagens.
Mas as dificuldades, embora reais, foram colocadas em segundo plano, diante das excelentes vantagens surgidas do correto balanceamento da evangelização e ação social.
As vantagens compensam as dificuldades e mais ainda, estimulam a que se busque equilíbrio, afim de não se tornar uma igreja doente, sem vida, apática com as questões e dificuldades do homem moderno.
No terceiro capítulo, buscou-se realizar na prática a conciliação entre evangelização e ação social, chegando-se a conclusão que o amor ao próximo é a chave para o êxito na evangelização e ação social.
Neste mesmo capítulo, o terceiro, chegou-se a conclusão que para atender o homem integral e suas necessidades, a Igreja deve usar seu sentido mais completo, bíblico, nos moldes de Jesus Cristo, só assim, será viabilizado algo que trabalhe essa realidade sempre com evangelização e ação social.
 
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